sábado, 5 de maio de 2018

Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias (Mórmons); O início de Tudo


O mormonismo atual possui mais de oito milhões de membros e cerca 43 mil missionários em tempo integral espalhados pelo mundo, os mórmons são também conhecidos como Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias; entretanto, como frisa muito bem Ezequias Soares no seu Livro Manual de Apologética Cristã:
"Embora seus adeptos afirmem que são cristãos, seu cristianismo é estranho ao Novo Testamento, suas crenças se identificam mais com o paganismo e o ocultismo. O livro A Grande Apostasia, da autoria de James E. Talmage, proeminente líder mórmon, diz o seguinte: "A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias declara-se, pelo seu nome, distinta da Igreja Primitiva estabelecida por Cristo e seus apóstolos" (p.34). Com essa declaração os mórmons estão afirmando que professam outro cristianismo, outro evangelho e um outro Jesus"
Convém salientar que Todo o conteúdo desse "artigo" visa corroborar a afirmação de Ezequias Soares, destacando que de maneira alguma o mormonismo juntamente com os seus adeptos devem ser considerados como Cristãos, pelo contrário, devem ser considerados como uma Seita Cristã. Não obstante, de modo incansável e persistente, o Mormonismo por meio dos seus adeptos estão cada vez mais fazendo prosélitos dentro do cristianismo, arrastando pessoas despercebidas para as malhas de sua igreja, e este fato nos levou a criar este breve "artigo" sobre o Mormonismo.

Pretendemos, se assim Deus permitir, realizar 3 publicações sobre o Mormonismo, Realizando uma confrontação Histórica, Bíblica  e Teológica a tal Seita -  Nesse "artigo" estaremos tratando sobre  aspectos históricos do mormonismo.


Fundador do Mormonismo 

 Joseph Smith

O fundador do mormonismo nasceu em Sharon, Estado de Vermont, nos Estados Unidos, em 23 de dezembro de 1805. Joseph Smith Jr. era filho de Joseph Smith e Lucy Smith. Segundo vários estudiosos, seu pai era um homem místico e, ocupava grande parte do tempo à procura de tesouros escondidos, sua mãe era também mística e supersticiosa.  Sua família mudou-se para Manchester, Nova Iorque, quando ele tinha aproximadamente 14 anos de idade, Joseph Smith por muito tempo juntamente com o seu pai continuou sendo caçador de Tesouros.


A Primeira Visão de Joseph Smith


Joseph Smith tinha mais ou menos dez anos de idade quando, com seus pais, mudou-se para Palmyra, no Condado de Ontário (atual Wayne), no Estado de Nova Iorque. Quatro anos após, mudou- se novamente, agora para Manchester, também no Condado de Ontário. Foi criado na ignorância, pobreza e superstição. Ainda moço decepcionou-se com as igrejas que conhecera - A versão oficial do mormonismo é que Joseph Smith Jr. andava muito preocupado por causa de "uma agitação anormal sobre questões religiosas" que se generalizou envolvendo todas as "seitas", citando nominalmente os metodistas, presbiterianos e batistas (Pérola cle Grande Valor — PGV, Joseph Smith 2.5) - por causa disso queria saber qual era verdadeira igreja. Foi nesse tempo que diz ter recebido a sua primeira visão, Joseph Smith declarou que Deus, o Pai, em forma de pessoa humana, e Jesus Cristo apareceram a ele em 1820, e ele perguntou-lhes: "Qual de todas as seitas é a verdadeira, a fim de saber a qual unir-me? Foi-me respondido que não me unisse a nenhuma delas, porque todas estavam erradas, que todos os seus credos eram uma abominação à sua vista"  [...] "Eles se chegam a mim com os seus lábios, mas seus corações estão longe de mim; eles ensinam mandamentos dos homens como doutrina, tendo aparência de santidade, mas negando o meu poder"(PGV — Pérola de Grande Valor , Joseph Smith, 2.5, 10-11, 15-20; O Testemunho do Profeta Joseph Smith, p. 4).


A Segunda Visão de Joseph Smith

Joseph Smith recendo a visita do "anjo" Moroni / Smith traduzindo o conteúdo das placas

De acordo com a relato do próprio Smith, apareceu-lhe o "anjo" Moroni, que, segundo fez crer, havia vivido naquela mesma região há uns 1400 anos. Mórmon, o pai de Moroni, um profeta, havia gravado a história do seu povo em placas de ouro Quando estavam a ponto de serem exterminados por seus inimigos, Moroni teria enterrado essas placas ao pé de um monte próximo do local onde hoje é Palmyra. Nessa visão, Moroni teria indicado a Joseph Smith o lugar onde as placas foram escondidas - Em setembro de 1827, ao fazer uma escavação, de acordo com as instruções dadas pelo anjo, Smith desenterrou as placas de ouro escritas em hieróglifos do "egípcio reformado" (um idioma inexistente) - Desde que o rapaz não tinha condições de ler esse "egípcio", as placas estavam acompanhadas de Urim e Tumim (os mesmos de Ex 28.30), instrumentos (pedra, óculos) milagrosos  com as quais Joseph Smith poderia decifrar e traduzir os dizeres dessas placas, que também era a plenitude do evangelho eterno - segundo Moroni (Id. Ibidem, 2.33-35 - acréscimo nosso). Depois de conseguir as placas de ouro e as lentes, Smith, sentado por trás de uma cortina, teria ditado a um amigo a tradução do que estava escrito nas placas. Depois devolveu as placas e as lentes a Moroni. Uma vez traduzida, a obra foi publicada pela primeira vez em 1829, recebendo o título de O Livro de Mórmon. 

Moroni indicando a localização das placas  a Smith

"Ele colocava sua "pedra de vidente" dentro do chapéu e enfiava seu rosto nele, e milagrosamente as letras "egípcias" se convertiam em inglês. Joseph Smith passava
então a ditar o texto para um dos escreventes com os quais trabalhava, e o resultado veio a ser o Livro de Mórmon"


Outras Visões de Joseph Smith


Em maio de 1829 alega que recebeu, juntamente com Oliver Cowdery, outra visão. João Batista apareceu numa nuvem impondo sobre eles as mãos, conferindo o sacerdócio de Arão. Depois os dois se batizaram um ao outro e um ao outro se ordenaram (PGV, Joseph Smith 2.66-75). Pouco depois disso, alega que receberam a visita de João, Pedro e Tiago que lhes conferiram o sacerdócio de Melquisedeque e autoridade para imposição de mãos transmitindo o dom do Espírito Santo.


Fundação da Igreja Mórmon


No dia 6 de abril de 1830, Joseph Smith e cinco outras pessoas reuniram-se para organizar a "Igreja de Cristo", depois o nome foi mudado para "Igreja dos Santos dos Últimos Dias", e finalmente, em 1834, passou a ser chamada de "Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias". Sob a liderança de Joseph Smith, ela começou em Fayette, Nova Iorque, moveu-se para Kirtland, Ohio, depois para Independence, Missouri, e finalmente, para Nauvoo, Illinois. - Smith e seus seguidores sofriam não poucas perseguições, razão por que eram levados a peregrinar de um a outro ponto da América, procurando onde estabelecer uma colônia e fundar o reino de Deus. Encontraram a escolhida em Illinois, onde erigiram a cidade de Nauvoo. Desde da fundação da "Igreja" dos Santos dos Últimos Dias, ficou estabelecido como um princípio doutrinário que esta era a única igreja verdadeira, e que fora dela não havia outro meio de salvação para o homem.Uma série de "revelações" de Joseph Smith foi desenvolvendo a doutrina dessa igreja, transformando-a, através dos anos, numa forma de politeísmo.



Fontes
_________________________________________________

Desmascarando As Seitas -  Natanael Rinaldi e Paulo Romeiro
Heresiologia  - Raimundo Ferreira de Oliveira
Seitas e Heresias - Raimundo de Oliveira
Heresiologia - IBADEP
Manual de Apologética Cristã - Ezequias Soares





sábado, 28 de abril de 2018

Breve considerações sobre o Aborto




O que vem a ser o aborto? A palavra aborto vem do latim, abortum, do verbo abortare, com o significado de “pôr-se o sol, desaparecer no horizonte e, daí, morrer, perecer”. Segundo o Grande Dicionário de Medicina, aborto “é a expulsão espontânea ou provocada do feto antes do sexto mês de gestação, isto é, antes que o feto possa sobreviver fora do organismo materno...”.

Nesta publicação trabalharemos com a questão: O aborto é algo moralmente aceitável ou não? Tal questão  é uma pergunta que cerca toda a sociedade contemporânea e por isso estaremos tratando sobre tal assunto.

Em meio aos vários argumentos contrários e a favor do aborto, há duas questões centrais que dependendo da resposta determinará  a avaliação concernente ao tema*.

(Q 1) Os seres humanos possuem valor moral intrínseco? 

(Q 2) O feto em Desenvolvimento é um ser humano?

Focando nestas duas preocupações centrais estaremos desenvolvendo uma argumentação contrária a prática do aborto e consequentemente apontando a imoralidade de tal ação.


(Q 1) Os seres humanos possuem valor moral intrínseco?


Uma coisa/Objeto [X] possuirá valor intrínseco ou extrínseco, ou seja,  valor em si mesmo ou fora de si. Um dinheiro por exemplo possui valor extrínseco - fora de si - pois ele é um meio útil de comércio para os seres humanos; torna-se valioso para nós em virtude dos fins que ele ajuda a alcançar, contudo em si mesmo o dinheiro é sem valor. Ele é apenas papel! Por outro lado, o ser humano possuem valor moral intrínseco, pois ele é um fim em si mesmo, em vez de ser um meio para algum fim, as pessoas não são valiosas meramente como meio para algum fim; antes as pessoas são fins em si mesmas, por isso agostinho afirmou "Essa é a razão pela qual nós deveríamos amar pessoas e usar coisas, e não vice-versa".

"As pessoas têm direitos inerentes - em si mesmas - justamente devido ao fato delas serem seres humanos, independente de sua raça, classe, religião, casta ou [FAIXA ETÁRIA]. [...] Todos os homens recebem direitos inalienáveis - que não se pode nem se consegue vender; que não pode ser cedido - tais como direito à vida, liberdade e à busca da felicidade" (Acréscimo Nosso).

Logo, qualquer pessoa reconhecerá que os seres humanos possuem valor intrínseco; as pessoas que usam pessoas e amam coisas têm dotado uma postura profundamente imoral - anti ética -  visto que deixam de reconhecer o valor inerente e a dignidade de outras pessoas. 


 (Q 2) O feto em Desenvolvimento é um ser humano?


A outra grande questão é a seguinte: "O feto em desenvolvimento é um ser humano?, se sim, ele também será dotado de valor e consequentemente possuirá direito humano inerente, incluindo o direito a vida"

Willian L. Craig responde a tal questão com um incisivo SIM! e afirma " [...] é inegável em termos científicos e médicos, que o feto é, em cada estágio de seu desenvolvimento, um ser humano".

Convém salientarmos, antes de desenvolvermos este ponto, que o esperma nem o óvulo sozinhos constituem um ser humano

1: Cada um é geneticamente incompleto pois possuem uma metade dos cromossomos necessários para gerar um ser humano

2: O esperma isolado não se desenvolve, morrendo em poucos dias

3: O óvulo não fertilizado é expelido no ciclo mensal da mulher

Todavia quando eles se unem, combinam-se numa única célula viva para formar um indivíduo singular. A partir do momento da concepção, já existe um organismo vivo que é um ser humano geneticamente completo. Já em tal momento, o indivíduo é homem ou mulher, dependendo do recebimento ou não dos cromossomos X ou Y, vido do esperma. O desenvolvimento posterior dos órgãos sexuais e de outras características secundárias  é apenas uma evidência da sexualidade que este ali desde o princípio. O fato é que "QUALQUER TENTATIVA DE TRAÇAR UMA LINHA E DECLARAR UM SER COMO 'NÃO HUMANO' ANTES DESSE PONTO, MAS 'HUMANO' EM TAL PONTO É TOTALMENTE ARBITRÁRIA E SEM FUNDAMENTO BIOLÓGICO"; Logo, seja um "pequenino"[1], ou um recém-nascido, um adolescente ou um adulto ele é, em  cada período, um ser humano nos diferentes estágios do seu desenvolvimento. 

"[...] desde a concepção até a velhice, temos os vários estágios de desenvolvimento da vida de um ser humano [...] é inegável que o feto é  desenvolvimento de um ser humano"

Portanto aqueles que negam que o pequenino no ventre é um ser humano confundem SER HUMANO com EXISTIR (ser) EM ALGUM ESTÁGIO POSTERIOR DO DESENVOLVIMENTO, ou seja, CONFUNDEM O SER HUMANO COM O ESTÁGIO DO DESENVOLVIMENTO HUMANO. Willian L Craig afirma algo curioso sobre a afirmação leviana e falaciosa que pode ser usada como argumento daqueles que são a favor do aborto que um embrião por não ser um bebê, ele não é um ser humano, e portanto, o aborto é moralmente aceitável  "nesse raciocínio, Craig afirma, poderíamos, com igual justiça, dizer que, por uma criança não ser um adulto, ela não é um ser humano; ou por um bebê não ser uma criança, ele não é um ser humano [...] é completamente arbitrário remover um estágio, afirmando que o feto não é um ser humano por não se encontra em um estágio posterior". É importante frisarmos que o desenvolvimento desse indivíduo, que se dá a partir do momento da concepção, é completo, contínuo e ininterrupto.

Uma outra falácia usada por aqueles que defendem o aborto é o argumento que o feto não pode ser chamado de pessoa, ser humano talvez, mas de pessoa jamais, pois não desenvolveu a sua auto-consciência - o seu Eu. Tal argumentação é uma falácia pois falha em distinguir entre SER UMA PESSOA e FUNCIONAR COMO UMA PESSOA. Alguém que esteja dormindo ou estado de coma, não possui  auto-consciência consequentemente não funciona como pessoa, mais continua sendo uma pessoa; os bebês são pessoas com potencial, e não pessoas em potencial, os bebês no útero são pessoas, que, no tempo certo, começarão a funcionar como indivíduos auto-conscientes. O fato interessante é que tal argumento está sendo usado por muitos para validar o infanticídio, pois alegam que durante a fase inicial da vida, uma criança não é uma pessoa - já que não desenvolveu a sua auto-consciência - , desse modo poderá ser morta sem culpabilidade ao causador de tal ação[2]

Concluímos portanto que o aborto é a matança de bebês, logo, o aborto seria uma forma de homicídio, e contra tais ataques o feto inocente e indefeso tem todo direito à proteção da lei. Não é uma questão de gênero e sim uma questão ética: Alguém tem direito de tirar a vida de uma vida humana inocente? Tentar justificar o aborto com base no que a mulher pode fazer e no que ela quer fazer com o seu próprio corpo é apenas uma ignorância politicamente correta[3]; Não é uma questão política ou religiosa (somente), mas sim uma questão filosófica e científica de carácter ético.





Dedicatória 

Dedico a Rebeccah Alves, devido ao seu apoio para a elaboração de tal texto




Notas 
______________________________________________________

* Todo o conteúdo deste texto fora realizado com base no Livro "Apologética para questões Difíceis da Vida" - Willian L Craig.
[1] Feto é uma palavra latina referente a pequenino
[2] O tempo necessário para um recém-nascido desenvolver a sua consciência pode varia de 1 a 2 anos.
[3] Segundo Willian L Craig "A ideia de que um  feto em desenvolvimento é parte do corpo da mulher é tão biologicamente ignorante que eu a chamaria de medieval [...] O feto nunca é uma parte do corpo da mãe, mas um ser vivo biologicamente distinto e completo que está, de fato, "conectado" à mãe como um sistema de apoio à vida. Dizer que um feto é parte do corpo de uma mulher é dizer que uma pessoa com alguma mecanismo de manutenção da vida é parte do pulmão artificial ou do equipamento intravenoso" 

terça-feira, 17 de abril de 2018

Terceira Idade - Vivendo uma Vida Feliz e Frutífera (PROATI)



Texto Base: Na velhice ainda darão frutos; serão viçosos e vigorosos,
 (Salmos 92:14)

Objetivos

1        Esclarecer o que é o Proati

1.1 Definição da chamada Terceira Idade
1.2 Os motivos sociais e teológicos que levaram a criação de tal programa nas Ad’s
1.3 Idoso ou Velho? Existe diferença?

          A Terceira Idade, o Início de uma Nova etapa de Felicidade

2.1 Terceira idade, Promessa Divina
2.2 Tempo de Recriação
2.3 Tempo de Paz     
2.4 Tempo de Renovo
2.5 Tempo de Cuidado

           A Terceira Idade, uma vida Frutífera

3.1 A Extensão de uma Vida Frutífera





Introdução

Em alguns períodos da História chegar aos 60 anos era uma façanha. Houve um tempo em Roma que as mulheres Romanas dificilmente conseguiam chegar a esta idade maravilhosa. Até o Século 19 a expectativa da vida na Europa não era além dos 45 anos; entretanto, os tempos mudaram, e devido ao aumento da expectativa de vida, precisamos ser cônscios de tudo aquilo que está intrínseco a esta tenra etapa da vida, entendendo qual é o plano de Deus para aqueles que estão e entrarão na terceira idade, e o que revelou sobre como se dará o seu relacionamento para com os tais, para que medos, angústias e temores não afetem este momento tão gracioso que é a terceira idade.

1 O que é o Proati?

O PROATI (Programa de Apoio à Terceira Idade) foi idealizado, pela irmã Judite e pelo pastor Aílton José Alves. Após 05 (cinco) anos de oração, Deus revela ao Pastor Ailton, o Pb. Daniel Gonçalves e sua esposa ir. Cirlene Sales para coordenarem e implantarem o Programa de apoio a Terceira Idade. Ambos também direcionados por Deus, abraçaram a causa e deram início ao projeto, planejando, organizando e promovendo o I Seminário de Capacitação que aconteceu no período de 08 a 12 de março de 2006, com o tema: “[...]Até as cãs eu vos levarei nos braços..." (Isaias 46: 4b) onde foram capacitados em torno de 2.000 (dois mil) voluntários. No Seminário foram ministradas diversas palestras sobre direito do idoso, saúde física, mental e espiritual, contando com a participação de diversos profissionais como: médicos, advogados, pastores, psicólogos, professores etc. Em continuação, formaram equipes de apoio e foram feitas reuniões nas 50 (cinquenta) áreas do recife, para implantação do Proati, onde foram dados esclarecimentos e orientações aos voluntários designados pelos coordenadores de área, quanto aos objetivos e a forma de fazer o trabalho com a terceira idade. O trabalho foi implantado na maioria das congregações e foram cadastrados os irmãos com a idade superior a 60 (sessenta) anos.

1.1 Definição da chama Terceira Idade

Via de regra a terceira idade é a faixa etária da vida humana que começa entre a partir dos 60 anos; entretanto no contexto judaico tal faixa etária se iniciava aos 70 anos (Sl 90.10); a partir de tal idade é designado o adjetivo idoso para tais pessoas. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), idoso é todo indivíduo com 60 anos ou mais. Todavia, para efeito de formulação de políticas públicas, esse limite mínimo pode variar segundo as condições de cada país.

1.2 Os motivos sociais e teológicos que levaram a criação de tal programa nas Ad’s

Devido ao grande número de pessoas idosas na igreja, doentes, sem participar do trabalho da mesma, sem ninguém que cuidasse deles, e também sem quem os acompanhassem houve a necessidade do estabelecimento de tal programa. As Sagradas Escrituras nos mostram o princípio de tributar devidas honras a quem está na Terceira Idade, os mais velhos são vistos pela bíblia como pessoas que merecem nosso respeito. “Honra a teu pai e a tua mãe, que é o primeiro mandamento com promessa” (Ef 6.2), “Diante das cãs te levantarás, e honrarás a face do velho, e terás temor do teu DEUS. Eu sou o Senhor” (Lv 19.32). Por isso a igreja apressou-se em organizar um ministério voltado exclusivamente a terceira idade

1.3 Idoso ou Velho? Existe diferença?

Idosa é uma pessoa que tem muita idade. Velha é uma pessoa que perdeu a jovialidade; contudo, “nem todo idoso é velho e há velho que nem chegou a ser idoso”.

O VELHO é aquele que tem carregado o peso dos anos. Que em vez de transmitir experiência às gerações vindouras, transmite o pessimismo e a desilusão. Para ele não existe ponte entre o passado e o presente, pois lá existe um fosso que o separa do presente, pelo apego ao passado.

O VELHO cochila no vazio de sua vidinha e suas horas se arrastam destituídas de sentido.
As rugas do VELHO são feias, porque foram vincadas pela amargura.

IDOSO é aquela pessoa que tem tido a felicidade de viver uma longa vida produtiva, de ter adquirido uma grande experiência. Ela é uma porta entre o passado e o futuro e é no presente que os dois se encontram.

O IDOSO leva uma vida ativa, plena de projetos e preenche de esperança. Para ele o tempo passa rápido e a velhice nunca chega.

 As rugas do IDOSO são bonitas porque foram marcadas pelo sorriso.


Em suma, o IDOSO e o VELHO são duas pessoas que até podem ter no cartório a mesma idade cronológica, mas o que têm são as idades diferentes no coração.

2 A Terceira Idade, o Início de uma Nova etapa de Felicidade

A terceira idade não deve ser vista como o fim de uma existência, mas como o início de uma nova etapa na vida do ser humano. Uma nova etapa para anunciar que reto é o senhor [...] e que nele não há injustiça (Salmos 92:15). É uma nova etapa relacional não apenas entre o Idoso e Deus, mas também entre Deus e o Idoso.

2.1 Terceira idade, Promessa Divina

“Não edificarão para que outros habitem, não plantarão para que outros comam, porque os dias do meu povo serão como os dias da árvore, e os meus eleitos gozarão das obras das suas mãos até à velhice” (Is 65.22)

2.2 Tempo de Recriação

“Ele te será recriador da alma e conservará a tua velhice” (Rt 4.15)

2.3 Tempo de Paz     

“E tu irás a teus pais em paz; em boa velhice serás sepultado” Gn 15.15

2.4 Tempo de Renovo

“Mas os que esperam no SENHOR renovarão as suas forças e subirão com asas como águias; correrão e não se cansarão; caminharão e não se fatigarão”. (Isaías 40.31)

         (1)   A força divina para vivificá-los no meio do cansaço e da fraqueza, do sofrimento e das provações; 

   (2) A capacidade de elevar-se acima das suas dificuldades

  (3) A capacidade de correr espiritualmente sem se cansar e de caminhar firmemente para a frente sem desfalecer, quando parece que DEUS demora em agir. DEUS promete que se o seu povo confiar nEle com paciência, Ele proverá todo o necessário ao seu sustento continuamente (1 Pe 1.5).

2.4 Tempo de Cuidado

“Eu vos carregarei” (Isaías 46:4)

3 A Terceira Idade, uma vida Frutífera

Como os Idosos ainda podem produzir fruto?

O fruto que os justos produzem é o fruto dos lábios, o fruto de declarar que o Senhor Deus é justo. Dos recém-nascidos até os mais velhos, os justos proclamam, dizendo: O Senhor é justo. Ele é minha Rocha. Nele não há injustiça. Convém salientar que o  Salmo 92  trata-se de um Cântico para o dia de sábado” (shîr leyôm hashavvat). Como, no antigo Israel, o sábado não era apenas tempo de “descanso solene”, mas também de “santa convocação” (Sl 23.3), entende-se que o salmo foi escrito com a finalidade de ser utilizado no culto a Deus. Segundo esse propósito, o salmista produziu um texto realmente útil, pois destaca certos pontos que podem passar despercebidos diante das muitas preocupações diárias, mas que não podem ser menosprezados quando se está a cultuar o Senhor. Não importa a idade, temos motivos para adorar ao nosso Deus.

3.1 A Extensão de uma Vida Frutífera

A declaração “o Senhor Deus é justo” ampliasse até mesmo no nosso modo de viver. Com louvo de gratidão nos tornamos, mesmo em idade já avançada, trabalhadores, independente do contexto no qual estamos inseridos, como por exemplo:

 Auxiliar na educação dos netos (Rt 4.13-17)

Devemos ser sempre dispostos a cuidarem dos nossos netos, dispensando aos mesmos tudo de amor que possuímos e sublimes lições de vida. 

Conselheiros dos mais jovens (1 Rs 12.1-15; Êx 4.29; 19.7; At 15.2)

Feliz são aqueles que ouvem os conselhos dos mais velhos. Na multidão dos conselhos se acha sabedoria. Devemos estar aptos para o aconselhamento. (Pv 24.6) 


Intercessores (Lc 2.36-38)

Deveremos sempre estar dispostos a orar reunidos na Igreja

Voluntários (Pv 23.18).

Sempre dispostos a ajudar em alguma tarefa para o bem comum, não por algum pagamento.

4 Conclusão

Deus tem operado grandes maravilhas através do projeto (PROATI), e hoje conforme dados estatísticos fornecidos pelo deptº de informática da igreja, temos mais de 23.000 idosos sendo acompanhados e visitados pelos voluntários do PROATI e vemos cumprida na vida dos idosos a promessa contida em Isaias 46: 4, que diz: "E até à velhice Eu serei o mesmo e ainda até as cãs, Eu vos trarei e vos levarei..." um fato curioso é que os cultos voltado para a terceira idade são os mais prestigiados pelos irmãos, e eles fazem um belo trabalho, cantando, visitando outros grupos do tipo, pregando etc.

A terceira idade, em resumo, é o patamar grandioso, prazeroso, tranqüilo, liberto e auto-suficiente, pois contém todas as outras idades - Grande idade, bela idade, feliz idade. A terceira idade é idade da confraternização, do carinho, da bondade e da generosidade.

PENSANDO BEM, VELHICE NÃO É VELHICE; É A JUVENTUDE MELHORADA.

Em nossos dias de descanso celebramos a grandeza do Senhor. Louvamos a fidelidade dele. Damos graças pelas obras dele. Não podemos parar a corrida, é perigoso, não podemos desanimar, temos que prosseguir. O nosso Preparador Espiritual, o Espírito Santo irá conosco; se cairmos Ele lhe nos carregará em seus braços, nos consolando, animando, desejando que cheguemos ao “pódio” – “Esforçai-vos e animai-vos; não temais, nem vos espanteis diante deles (dos obstáculos), porque o Senhor, vosso Deus, é o que vai convosco; não vos deixará nem vos desamparará” Dt 31.6.
Não deixe que os obstáculos citados se tornem o centro dos seus pensamentos, mas busque a paz, a presença e a alegria do Espírito Santo em oração, louvor, adoração - Fp 4.6,7.

“Combati o bom combate, acabei a carreira, guardei a fé. Desde agora, a coroa da justiça me está guardada, a qual o Senhor, justo juiz, me dará naquele Dia; e não somente a mim, mas também a todos os que amarem a sua vinda” - II Tm 4. 7, 8. “Corramos de tal maneira que o alcancemos” – I Co 9.24b



REFERÊNCIAS
_________________________________________________________
Lições Bíblicas, 2º trimestre de 2004 - Eliezer Lira
Comentário Bíblico Beacon – Jó  a Cantares
Comentário Bíblico Moody
Comentário Bíblico Mathy Henry




quarta-feira, 11 de abril de 2018

Disciplina Na Igreja - Exemplos de Disciplina Negativa no Novo Testamento (Part 3)




O homem que cometeu incesto (1 Co 5.1-8)

Na passagem citada um dos membros da Igreja de corinto praticou um pecado horrendo; até mesmo dentro da comunidade Greco-Romana o incesto era visto como algo extremamente ofensivo, dentro da comunidade judaica, tal ato era abominável (Lv 18.7).
Paulo reconhecia que alguns membros daquela comunidade, outrora – antes de aceitarem a Cristo como Senhor e Salvador – viveram uma vida de iniquidade, entretanto “Paulo não cogitou a possibilidade de que assim continuassem depois de terem conhecido a Cristo”[32], pelo contrário, tendo em vista o próprio Testemunho que a igreja deveria exercer dentro da cidade de coríntios, Paulo se viu obrigado a apelar para a exclusão imediata do pecador escandaloso. O adjetivo que Paulo se utilizou e aplicou para descrever o culpado perante a sociedade Cristã e comunidade local passa-nos a ideia do quanto tal ato feriu o testemunho daquela comunidade Cristã perante a Sociedade na qual a mesma estava inserida. Convém salientarmos que tal atitude de Paulo – a ordem de Paulo para a exclusão imediata é repetida de várias maneiras e vezes nas perícopes do capítulo na qual se encontra tal passagem (v 5, v7, v9) – se deu devido a própria comunidade Cristã de corinto tratar com leviandade tal situação. O motivo de tal disciplina, aparentemente cruel Paulo explica “para que o espírito seja salvo no dia do Senhor” (v5).

Deus disciplina a sua Igreja

Algumas disciplinas Deus acaba realizado de forma solo, pois tais disciplinas são impossíveis de serem realizada pela igreja devido ao fato que os pecados foram realizados em secreto. Pecados em secretos não podem ser julgados pela Igreja, já pecado que é realizado de forma pública, precisa-se de uma ação pública da comunidade para que seja gerado temor.
Para que a disciplina de Deus não caia sobre nós, Paulo “insiste no exame cuidadoso de cada uma na ocasião da ceia”[33], caso contrário à disciplina será aplicada pelo próprio Deus “Por causa disso há entre vós muitos fracos e doentes e muitos que dormem” (1co 11.30); fraquezas, doenças e morte física e tido por Paulo como o julgamento de Deus a pecados secretos.

A Disciplina de Ananias e Safira (Atos 5.1-11)

Tal passagem por si só é impactante pois contrasta com a Koinõnia (comunhão) da Igreja de Jerusalém que Lucas tanto destaca no livro de Atos (At 2.42-47; 4.32-35). O pecado de Ananias e Safira de forma alguma foi devido a dá apenas alguma parte do seu lucro, pelo contrário, “Ananias mentira contra Deus (v. 4) e contra o Espírito Santo (v. 3) por outro lado, o pecado de Safira foi por a prova o Espírito do Senhor (v.9); Portanto, o pecado de Ananias e Safira foi simples: tentar enganar a igreja [...] O pecado contra a Igreja também era pecado contra Deus, protetor e dono da Igreja” (Acréscimo Nosso)[34].

A Disciplina de Simão, o Mago (Atos 8)

Simão era um praticante de magia, ele fez parte de um número notável que após a pregação de Pedro, Felipe e João, aceitaram a mensagem da Salvação em Samaria. Entretanto, após ver que pelas mãos dos Apóstolos o povo recebia o Espírito Santo, quis comprar tal autoridade – direito/autorização – para conceder o Espírito. De forma imediata Simão condenou tal atitude ordenando o arrependimento. Tal caso nos oferece base para que em momentos de erros simples no que concerne a compressão das Sagradas Escrituras será necessário de forma imediata uma repreensão, correção e condenação de tais erros.

Himeneu e Alexandre

Himeneu e Alexandre pertencem a categoria daqueles que rejeitaram o evangelho e “naufragaram na fé”[35]. Os mesmos negaram publicamente a Cristo e a sua obra, desprezaram tudo o que tinham confessado no início dá caminhada Cristã que os mesmos viveram e desfrutaram, ambos se desviaram da verdade; Fileto por exemplo, juntamente com Himeneu persistiam em declarar que a ressurreição de Cristo era algo já ultrapassado – principalmente no quesito de importância – estavam pregando um falso ensino (2Tm 2.17-18). Paulo os entregou-os a Satanás – Essa expressão como aspecto da Disciplina também fora usada pelo mesmo Apóstolo como julgamento ao incestuoso que estava inserido na comunidade Cristã em Corinto. O intuito de Paulo para que fosse aplicado tal disciplina era com a intenção de que os tais deixasses de blasfemar. Precisamos não apenas aplicar a disciplinar, mas explicar o motivo da aplicação ao culpado, não se esquecendo de mencionar o propósito último da mesma na vida do pecador como também para a comunidade Cristã na qual o réu está inserido.

A disciplina de Hereges

A doutrina falsa pregada e ensina é o terceiro motivo para aplicação da disciplina “Se alguém vos pregar um evangelho diferente que já recebestes, seja maldito – seja separado de Cristo” (Gl 1.9). “A igreja é composta de indivíduos que voluntariamente decidem negar a si mesmos, e tomar cada um a cruz e seguir o senhor [...] Mas se depois consciente e deliberadamente, chegam à conclusão de que o evangelho é pura mentira e Cristo e um impostor, renunciam no coração diante do mundo a fé que antes abraçaram, praticando, assim, apostasia. São comparados à terra que ‘produz espinhos e ervas daninhas’ e é rejeitada [...] está portanto, perto da maldição e seu destino é ser queimada (Hb 6.8)”[36]. Tratando sobre o tema – “Apostasia” – o autor aos Hebreus escreve “Imaginai quanto maior castigo merecerá quem insultou o filho de Deus e tratou como profano o sangue da Aliança pelo qual foi santificado e afrontou o Espírito da Graça?” (Hb 10.29). O triste fato é que muitos deles “antes haviam escapado das corrupções do mundo, pelo conhecimento do Senhor e Salvador Jesus Cristo, mas depois deram as costas ao Santo mandamento que lhes havido sido dado” (1Pe 2. 21-21); consequentemente o fim dos tais é a destruição (1Pe 2.1). É necessário salientarmos que o pecado afasta/separa o homem do Criador, através das Sagradas Escrituras, e de forma clara, entendemos que em Cristo as consequências físicas, espirituais e temporais do pecado são quebradas, e que por meio dele toda a separação existencial-relacional entre o homem e o Criador são aniquiladas, o que nos levar ao seguinte fato “Se Cristo é negado, como também a sua obra e os benefícios da Cruz, como haverá remissão de pecados”? Os Texto supracitados são claros quanto as consequências que envolve “negar o Soberano – Cristo Jesus – nosso resgatador”.

Os que pecam para a morte (1Jo 5.16-17)

Pecados cometidos para morte refere-se a todo ato de apostasia (Gr; Apostasion). O julgamento que envolve a apostasia (Abandono, separação) é a morte, não apenas física, mas também a espiritual. O afastamento da fé em cristo é mortal. No contexto do Novo Testamento tal palavra era aplicados aqueles que se afastavam deliberadamente da verdadeira fé e passavam a aderir, pregar e viver tudo aquilo que confrontava de modo direto os ensinos de Cristo e dos Apóstolos – Na época o que mais arrebatavam membros da comunidade Cristã era o gnosticismo. A estes apóstatas o Apóstolo João aconselhou que a Igreja evitasse o contato, não apenas isso, mas que qualquer relacionamento pessoal não fosse exercido com nenhum deles (2Jo 9.10). Alguém que vive em apostasia não possui esperança de Salvação, pois rejeitam a única fonte, Jesus Cristo.

Conclusão

A vontade de Deus, é que os seus filhos ouçam, aceitem e exerçam as orientações que são claramente expressas na sua Palavra (Sl 119:105); é as Sagradas Escrituras o nosso manual de fé e prática (Js 1.9), através dela a vontade de Deus fora revelada, por isso Paulo Expressou “Tem cuidado de ti mesmo e da doutrina” (1Tm 4:16). Em resumo, a disciplina possui dois aspectos:

Aspecto Positivo: “O ensino Bíblico encoraja o Cristão a pensar e agir de forma que venha a imitar o seu senhor”[37].

Aspecto Negativo: “É aplicação da Disciplina que produz sofrimento[38], tem em vista obrigar o cristão a abandonar o pecado ou a rebelião do coração”[39].

Contudo, “feliz é a comunidade que aplica tão eficientemente a disciplina positiva que não necessitará do uso frequente da disciplina negativa”[40].




NOTAS
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38 No Novo Testamento, a aflição enviada por Deus possui propósitos, entre os quais estariam: a) Purificação (Jo 15.1,2); b) Produzir o carácter Cristão (Hb 12.1); c) Criação de uma atitude para com Deus que envolve temor e humildade (At 5.11; Hb 12.9)
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